rios
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passarela do samba
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favela da rocinha
corcovado
passarela do samba
rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro rio morro
do gambá das dores do turano do telégrafo do grotão dona marta do amor do barão da penha do mirante da viúva da saúde do elefante do borel do vintém do formiga
do salgueiro do cipó mundo novo do amorim do cabaceiro do quilombo da freguesia dos urubus da providência mata cavalo do juramento da margarida do curvelo do bananal do querozene da caixa d’água
das almas sangrador perdido nunes pechincha algodão quitungo rainha cabeça faria quitite cachoeira guerenguê do retiro trapicheiros da barra
bicas taquara dos frangos das pacas do archer das pedras ramos ninguém pavuna das sardinhas canoas do anil emídio tijuca leandro cascata
dos cachorros monjolo méier dos macacos palmital arapogi tingui dos ciganos jacó sapopemba sanatório do queimado muzema papagaio fortaleza fazenda
da babilônia do felizardo cara de cão de são januário do boqueirão pau da bandeira da conceição do fogueteiro fundo da grota da marimbeira do caricó da olaria do zumbi dos cabritos do pavão dos prazeres
jacaré caldereiro cambuí valqueire do pires carioca faleiro orfanato caveira do mook comprido joana escorremão cascata salgado do açude
do alemão da casa branca do pica-pau do jacaré da serrinha do pedregulho do barro vermelho da gávea pequena do inácio dias de são josé do andaraí do laboriaux do corcovado do chapecó do pinto do céu
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pequena áfrica região da antiga Praça 11 de Junho e seu entorno, habitada por uma grande população negra, oriunda em grande parte da Bahia, e também por imigrantes judeus, portugueses, espanhóis e italianos. Na Praça Onze, na casa da Tia Ciata – Hilária Batista de Almeida (1854–1924), cozinheira e mãe de santo baiana –, teria nascido o samba; e ali desfilaram as primeiras escolas de samba. Na década de 1940, a Praça Onze seria drasticamente reduzida, e toda a área desfigurada pela demolição de 525 prédios, na construção da Av. Presidente Vargas.
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duto oblíquo: (obliterada dentro do container cor de abóbora) subsiste não obstante a festa na dança alegre do gari que varre o chão
todo ouvidos estouvado: o voo (pálpebra contra cílio atraves- sado) do mamífero alado inverossímil ante o arco bífore do arquiteto
antes a estrutura errante (não teria o cândido marquês dito: os fatos encaminham os homens?) lá (sob a larga avenida exangue) jaz a pequena áfrica
arco bífore do arquiteto arco parabólico com um pendente ao centro, no meio da Praça da Apoteose da Passarela do Samba (Sambódromo), projetada por Oscar Niemeyer.
primeiro o que vem depois: a sentença irrevogável dos números a triste alegoria sobre rodas o adereço jogado fora no largo inepto da apoteose
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cândido marquês Cândido José de Araújo Viana (1793-1875), Visconde com Grandeza e Marquês de Sapucaí, desembargador e político brasileiro, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e seu primeiro presidente. Comentando a Independência do Brasil, afirmou que "os fatos encaminham os homens e não os homens os fatos". O desfile das escolas de samba é realizado na rua Marquês de Sapucaí desde 1978.
todo olhos (coágulo) à luz branca que comanda o espetáculo: arrasta-se o argumento (ala após ala) na artéria reta e inútil de concreto
rompendo o véu da noiva metáfora futebolística = fazer gol.
pira fúnebre de pneus “micro-ondas”, método usado por traficantesdo Rio de Janeiro para queimarem vivasas pessoas condenadas à morte em julgamento sumário.
a arquibancada derrocada [o alambrado em chamas] a turba encantoada cala enquanto a caravana ladra embala as ruas na dança macabra e rubra das falanges e comandos
a coluna de fumaça subindo negra aos céus [uivo de cão] é pira fúnebre de pneus: holocausto móvel de um josué enfurecido que muralha alguma ousa ou deseja conter
[(...) intervalo: no escuro fosso dos tempos subreptício o jogo rasteja a sua escusa assinatura (...)]
o grande arqueiro plantado na pequena área [estático: de mãos espalmadas mais vazias que o des- terrado olhar de um suicida]: solitário à espera que o árbitro soe [juízo final] o fim da partida
insurrecta somente a paisagem que irrompe do verde e descreve parábolas em sua fome incontida de ar [gigantesca rocha de duro híbrido incorporado gnaisse]
o astro que segura a rosa diminuta na proa da nau desgovernada referência a uma cena conhecida do filme Titanic e à política Rosinha Garotinho, governadorado Rio de Janeiro de 2003 a 2007.
é omnipresente o simulacro oco e alvo que a urbe estatui: christus redemptor hominis no pináculo da tentação ? ou o astro que segura a rosa diminuta na proa da nau desgovernada?
auspicioso todavia o sinal que abraça o vão e anuncia à cidade [que não é de deus tampouco dos homens] o dia da redenção; acima [em câmera-lenta] passa [rompendo o véu da noiva ]a gorda indefensável lua
onde estrada e encosta se encontram: conrado [santo de constância] compra o voluntário cessar-fogo da descrença e pálido espera (prescrita a efêmera eucaristia) que a nociva aranha saia inócua de sua boca
trampolim do diabo Nome popular do antigo e perigoso Circuito da Gávea, onde era realizado o Grand-Prix do Rio de Janeiro, entre 1933 e 1954. Com cerca de 11 km de extensão, iniciava na rua Marquês de São Vicente, subia pela Estrada da Gávea, atravessava a Rocinha e contornava o morro Dois Irmãos pela av. Niemeyer e rua Visconde de Albuquerque. No circuito pilotaram o italiano Carlo Pintacuda, o alemão Hans Stuck, os argentinos Froilán Conzales e Juan Manuel Fangio, os brasileiros Manuel de Tefé, Chico Landi e Irineu Corrêa, que ali se acidentou mortalmente em 1935.
flechas de prata Apelido dado aos carros de corrida Grand-Prix,da Mercedes Benz e Auto Union, de 1934 a 1939; e aos carros da F-1 da Mercedes Benz, na década de 1950. 
outrora o trajeto supérfluo das flechas de prata (para deleite circunscrito da elite) agora: aorta única do labirinto [caos compartido] fluindo sem guarda e sem grito nas curvas inflexas do extrampolim do diabo
casa de pedra Edificação mais antiga da favela da Rocinha, construída em 1927, foi transformada emCasa de Cultura, em 2003.
persea gratissima Nome científico do abacateiro. Gilberto Gil, então ministro da Cultura, se apresentou com artistas locais à sombra de um abacateiro,no quintal da Casa de Cultura, durante a sua inauguração.
conrado [santo de constância] Conrado I de Altdorf (c. 900-975), bispo de Constância (Alemanha), canonizado em 1123. Segundo a lenda, uma aranha venenosa teria caído dentro do cálice quando ele celebrava a eucaristia; como o vinho já estava consagrado, viu-se obrigado a ingeri-lo. Picado pela aranha, ficou inconsciente durante vários dias, até que ela saísse de sua boca. O bairro de São Conrado, onde se localiza a maior parte da favela da Rocinha, deve seu nome à igreja consagrada ao santo, erigida em 1903 pelo comendador Conrado Jacob Niemeyer, responsável também pela construção da avenida que leva seu sobrenome.
sela indômito e dilacera o dorso inerme da montanha [trama sobrescrita em cursiva alvenaria (não euclidiana)] sela cravejada de tijolos e concreto armado até os dentes: cidadela teia
mas salta aos olhos a casa de pedra que acolhe os canos do pacíficoirisado instrumento: a árvore [na borda do palco (persea gratissima)] borda a copa com folhas que entoam no alto histórias inscritas a fogo no tronco
(não euclidiana)] sela referência à geometria hiperbólica desenvolvida por Gauss, Bolyai e Lobachevsky, que não é definida sobre o plano euclidiano nem sobre a esfera (Riemann), mas sobre uma superfíciede curvatura negativa, semelhante a uma sela de cavalo: hiperboloide.
pacífico-irisado instrumento Instrumento musical feito de tubos coloridos por um morador da comunidade, exposto no evento que inaugurou a Casa de Cultura da Rocinha.